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Há momentos em que a vida aperta. O corpo pesa. A mente cansa. A direção parece se perder. Nesses momentos, o impulso natural é reclamar, resistir, lutar contra o que está acontecendo. Mas talvez o primeiro movimento não seja para fora e sim para dentro.

Comece agradecendo

Um bom começo é agradecer. Esse gesto simples já rompe a narrativa destrutiva e dissolve a carga de energia aplicada a pensamentos que nos mantêm presos à inércia. A gratidão vibra em uma escala infinitamente mais alta. Quando você decide agradecer, o ciclo começa a se quebrar, porque ao mudar o estado emocional, você ajusta a sua frequência.Temos muito a agradecer, mas muitas vezes só percebemos isso quando perdemos.

Experimente ficar um minuto sem respirar e você entenderá o impacto que esse ato aparentemente banal tem sobre toda a sua vida. É como o sal: valorizamos tudo o que compõe o prato, mas basta retirá-lo para que a comida perca o sabor não importa o quão bonita ela pareça.

“Não espere por uma crise para descobrir o que é importante na sua vida.” — Platão

Poderíamos encerrar aqui.

Você só atrai o que emana

É contraintuitivo agradecer em meio à dificuldade. Ainda assim, existe uma lei simples e imutável: você só atrai aquilo que emana. Quando deixo de reclamar, paro de terceirizar a culpa, abandono a vitimização e assumo a responsabilidade, a neblina começa a se dissipar. E então eu passo a enxergar com mais clareza. A mente é como a água: quando está turva, embaça tudo ao redor.

Quando a identidade entra em colapso

Emoções negativas prolongadas colocam em dúvida a nossa própria identidade. Medos despertam. Inseguranças crescem. A sensação de insuficiência se instala. A mente dispara alertas, cria inúmeras rotas que colidem entre si e não chegamos a lugar algum. Mais dúvidas geram mais insegurança. Entramos em um estado espiral que drena energia e vitalidade.

“A alma se tinge conforme os seus pensamentos.” — Marco Aurélio

Isso você já sabe. O que talvez ainda não saiba é como se regular para não se perder nessa onda de negatividade.

Quem você é não pode depender do resultado

Ter clareza de quem você é, é fundamental. Estar enraizado na própria identidade.Quando você não sabe quem é, qualquer resultado passa a te definir.Em momentos de turbulência, dê um passo atrás. Observe os fatos de forma panorâmica. Muitas vezes, você está temendo a própria sombra e essa sombra quase sempre é maior na imaginação do que na realidade.

“Não são os acontecimentos que nos perturbam, mas o juízo que fazemos deles.”— Epicteto

Você é o observador por trás dos resultados. Não vincule sua identidade a eles. E, principalmente, não permita que ninguém o faça.

Ajuste a vela, não lute contra o vento

Observe o ritmo das coisas. O pêndulo da vida.Quando você dá um passo atrás, consegue perceber para onde o nariz do barco está apontando.Se a direção não condiz com o destino que você deseja, não é preciso destruir o barco, basta ajustar a vela.É simples.Mas simplicidade não é sinônimo de facilidade.

Quando a corda apertar

E quando a corda apertar, porque ela vai apertar, é exatamente aí que você precisa voltar para si e assumir o controle das próprias emoções. O mundo pode estar ruindo lá fora. Por dentro, mantenha-se inabalável.

Sinta a dor. Agradeça. Pergunte-se: o que esse caminho está tentando me ensinar?

Depois, siga em frente. O luto é necessário, mas coloque um prazo. Lave a alma. Chore, se for preciso. Mas estabeleça limites. Depois da curva, no próximo cume, o sol estará à sua espera.

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