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O ambiente no qual estamos inseridos molda a forma como pensamos, agimos e, inevitavelmente, os resultados que alcançamos. Pense comigo:

Se você tivesse nascido na Índia, sua vida inteira, cultura, crenças, relações, visão de mundo, seria completamente diferente. Nosso ecossistema é formado por várias camadas, e cada uma influencia a outra. A mais próxima de nós, normalmente, é a família: o primeiro espaço onde aprendemos a caminhar, a falar, a sentir, a entender o universo que nos envolve. Estar em um ambiente nutritivo é essencial.

A narrativa dominante do lugar onde você vive e transita tem poder de moldar sua mente, para expandir ou limitar. Como seres humanos, somos fascinados por histórias desde os tempos mais antigos. Elas despertam arquétipos dentro de nós, de forma consciente ou inconsciente.

Quantas vezes você assistiu a um filme e se imaginou como o herói, o protagonista, o sábio ou até mesmo o vilão? Isso acontece porque as narrativas ativam molduras internas que influenciam o modo como enxergamos o mundo, e, por consequência, os resultados que alcançamos na vida.

Mas existe o outro lado da moeda. Alguns ambientes despertam arquétipos de vítima, de procrastinação, de autossabotagem. Crenças que limitam, que diminuem, que distorcem sua própria história. Por isso, pergunte-se: Qual história você tem contado para si mesmo? Ou melhor… a história de quem você está vivendo?

A Viagem de Chihiro

O filme ‘A viagem de Chihiro‘ ilustra isso com precisão simbólica. Os pais, ao procurar a nova escola da filha, se perdem no caminho. Entram em um lugar aparentemente belo e tranquilo. A menina avisa: “Não é por aqui.” Mas eles ignoram. Adiante, encontram um grande banquete. A comida chama atenção e, sem perceber, começam a devorar o que está servido. Pouco tempo depois, transformam-se em porcos. A comida era de porcos. O ambiente era para porcos. E, ao se alimentarem daquilo, tornaram-se parte daquele cenário, sujos, confusos, incapazes de reconhecer a própria filha ou a si mesmos.

É exatamente assim que acontece conosco: no primeiro momento, algo pode parecer bonito, encantador, sedutor. Mas, a médio e longo prazo, te contamina.Te faz agir, pensar e viver como aquilo que você consome. Ambientes carregam narrativas. Narrativas ativam arquétipos. Arquétipos moldam pensamentos. Pensamentos geram emoções. Emoções determinam frequência. E a frequência define seus resultados. Experimente entrar em um chiqueiro… sem se sujar.

Pare por um instante e observe: Quais ambientes você tem frequentado? Eles te aproximam da sua melhor versão, ou te afastam dela? Você se torna a média das pessoas com quem mais convive. A sabedoria antiga já dizia: “Aquele que anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido.” — Provérbios 13:20

“Lucas, meu ambiente não me ajuda. Como eu faço para mudar meu ambiente?” Ambiente é tudo que te cerca: a forma como você fala, a roupa que veste, a música que você ouve, as pessoas com quem anda, a organização do seu quarto, seus pensamentos, seus hábitos, sua postura diante da vida. É uma dramaturgia completa, e você é parte desse cenário.

E a verdade é simples: você pode mudar o cenário. Você pode alterar a narrativa. Você cria a sua própria realidade. Quando se diz que, com fé, é possível mover montanhas… não é apenas sobre milagre, mas sobre consciência. É provocação. É para romper as paredes impostas pelas histórias que te ensinaram a acreditar.

Tudo comunica

Comece pelo que está ao seu alcance: — Seu quarto está organizado? — O que você tem ouvido? — Com quem você tem andado? — Que histórias você repete para si mesmo?

Faça um filtro. Limpe seu ambiente. Reescreva sua narrativa interna. Quando o seu ambiente interior muda, o seu ambiente exterior inevitavelmente acompanha.

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blog.lucasventura@gmail.com

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